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Habitação, Transporte e Despesas Pessoais impactam inflação de abril em Campo Grande

Autor: Cidiana Pellegrin - 27/05/2019

Queda no grupo Educação ajudou a segurar o índice, segundo informações do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais da Uniderp

 

A inflação de abril, em Campo Grande, fechou o mês em 0,54%, segundo o Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Uniderp. A taxa é menor que a registrada em março deste ano, quando ficou em 0,67%. O índice já era esperado para o mês, devido ao aumento nas contas de energia elétrica a partir de 8 de abril, portanto, restando uma fração de 8 dias para o mês de maio.

 

Os grupos que mais contribuíram para o resultado foram Habitação, com inflação de 2,06% e contribuição de 0,63% para o índice geral de inflação; Transporte, com 3,58% e contribuição de 0,53%; Despesas pessoais, com inflação de 0,91% e contribuição de 0,08%, entre outros com menores índices. Com deflações, ou seja, taxas que ajudaram a segurar a elevação do indicador mensal, estão os grupos Educação, com índice de -3,05% e contribuição de -0,30%; Alimentação com -1,27% e participação de -0,36%; e Vestuário, com deflação de -0,45% e contribuição para o índice geral de inflação de -0,05%.

 

“O clima, que esteve muito severo nesse início de ano nas regiões produtoras de alimentos, principalmente frutas, verduras e legumes, com temperaturas muito altas e chuvas muito fortes melhorou, influenciando positivamente a produção desses alimentos e baixando, de modo geral, os preços. Por outro lado, o alto nível de desemprego e as altas taxas de juros praticadas na economia brasileira provocam o endividamento da população e freiam o consumo, inclusive de alimentos", explica o coordenador do Nepes/Uniderp, Celso Correia de Souza.

 

A inflação acumulada na cidade de Campo Grande, nos primeiros quatro meses do ano, foi de 1,99% e nos últimos doze meses de 5,03%, acima da meta inflacionária estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), cujo centro da meta é de 4,25%, com tolerância de 2% para cima ou para baixo.

 

Em abril, tradicionalmente, ocorre o reajuste nas tarifas de energia elétrica da cidade, que nesse ano foi de 11,48%, com 8,41% vigendo no mês de abril, restando ainda um reajuste de 3,07% para o mês de maio. O serviço de energia elétrica é aquele que tem o maior peso na composição da inflação.

 

Maiores e menores contribuições

 

Os 10 "vilões" da inflação, em abril:

•           Energia Elétrica, com inflação de 8,41% e contribuição de 0,68;

•           Gasolina, com inflação de 5,56% e contribuição de 0,34%;

•           Etanol, com inflação de 4,56% e participação de 0,16%;

•           Calça comprida masculina, com variação de 7,90% e colaboração de 0,07%;

•           Tomate, com acréscimo de 36,72% e contribuição de 0,06%;

•           Aluguel apartamento, com variação de 0,72% e colaboração de 0,05%;

•           Ovos, com acréscimo de 22,95% e contribuição de 0,05%;

•           Cabeleireiro (corte e tintura), com reajuste de 3,23% e participação de 0,05%;

•           Tênia, com elevação de 6,91% e colaboração de 0,05%.

•           Aluguel casa, com aumento de 0,72% e participação de 0,05%.

 

Já os 10 itens que auxiliaram a reter a inflação, com contribuições negativas foram:

 

•           Papelaria, com deflação de -3,05 e contribuição de -0,30%;

•           Batata, com redução de -21,92% e colaboração de -0,08%;

•           Laranja pera, com diminuição de -25,54% e participação de -0,06%;

•           Alcatra, com decréscimo de -4,54% e contribuição de -0,06%;

•           Queijo (muçarela/prato), com baixa de -16,42% e colaboração de -0,05%;

•           Camisa masculina, com diminuição de -8,97% e participação de -0,05%;

•           Maçã, com redução de -24,36% e contribuição de -0,05%;

•           Sabonete, com decréscimo de -6,27% e colaboração de -0,04%;

•           Feijão, com queda de -7,53% e participação de -0,03%;

•           Chuchu, com baixa de -55,02% e contribuição de -0,03%.

 

 

Segmentos

O grupo Habitação, que possui o maior peso de contribuição para o cálculo do índice mensal, apresentou alta de 2,06% em relação ao mês de março. Entre os destaques de altas estão: Energia elétrica (8,41%), restando ainda um reajuste de 3,07% para vigência em maio; inseticida (6,51%); esponja de aço (5,96%); entre outros com menores aumentos. Quedas de preços ocorreram com: lâmpada (-6,58%), vassoura (-4,38%), lustra móveis (-3,12%), entre outros.

 

O índice de preços do grupo Alimentação apresentou forte deflação em seu índice em abril (-1,27%). De acordo com o professor da Uniderp, esse grupo sofre muita influência de fatores climáticos e da sazonalidade de alguns de seus produtos, principalmente, verduras, frutas e legumes. “Alguns desses produtos aumentam de preços aos términos das safras, outros diminuem de preços quando entram nas safras. Quando o clima é desfavorável há elevações de preços”, explica.

 

Os maiores aumentos de preços que ocorreram em produtos/serviços desse grupo foram: tomate (36,72%), ovos (22,95%), beterraba (21,57%), goiaba (17,60%), entre outros com menores aumentos. Fortes quedas de preços ocorreram com os seguintes produtos: chuchu (-55,01%), laranja pera (-25,54%), maçã (-24,36%), entre outros.

 

Dos quinze cortes de carnes bovinas pesquisados pelo Nepes da Uniderp, nove tiveram aumentos de preços. Em relação à carne bovina, os aumentos ocorreram no filé mignon (8,53%), ponta de peito (5,57%), acém (5,33%), entre outros com menores aumentos. Quedas de preços ocorreram com picanha (-7,11%), alcatra (-4,55%), vísceras de boi (-3,88%), entre outros com menores quedas de preços. Quanto aos cortes de carne suína, tiveram quedas de preços os três cortes pesquisados: costeleta (-9,42%), bisteca (-8,13%) e pernil (-1,31%). O frango resfriado teve queda de preço de (-1,23%) e miúdos aumento de 0,31%.

 

O grupo Transportes apresentou aumento expressivo: 3,58%, motivado pela alta nos preços da gasolina (5,56%), do etanol (4,56%) e do óleo diesel (0,73%).          
 

Já o grupo Educação fechou abril com fortíssima deflação, de (-3,05%) devido às quedas de preços em artigos de papelaria.

 

O índice do grupo Despesas Pessoais ficou em 0,91%. Alguns produtos/serviços que tiveram majorações foram: absorvente higiênico (6,50%), xampu (4,77%), hidratante (4,36%), entre outros. Reduções de valor foram registradas com sabonete (-6,26%) e fio dental (-0,02%).

 

O grupo Saúde apresentou uma pequena inflação nos preços de seus produtos/serviços, em média 0,16%. Houve aumentos de preços de material para curativo (5,75%) e hipotensor e hipocolesterínico (0,20%). Já a queda de preço foi constatada com antigripal e antitussígeno (-0,18%).

 

Completando o estudo, Vestuário encerrou com uma deflação moderada em seu índice, de (-0,45%).  Os aumentos de preços que ocorreram em produtos desse grupo foram: calça comprida masculina (7,90%), tênis (6,90%), bermuda e short feminino (2,96%), entre outros. Quedas de preços ocorreram com: sandália/chinelo feminino (-9,92%), camisa masculina (-8,97%), lingerie (-8,28%), entre outros.     
 

IPC/CG

O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo. O IPC busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. A Uniderp divulga mensalmente o IPC/CG via Nepes.

 

Sobre a Uniderp

Fundada em 1974, a Uniderp já transformou a vida de milhares de alunos, oferecendo educação de qualidade e conteúdo compatível com o mercado de trabalho em seus cursos de graduação, pós-graduação lato sensu, mestrado, doutorado e extensão, presenciais ou a distância. Presente no estado do Mato Grosso do Sul, a Uniderp presta inúmeros serviços gratuitos à população por meio do Núcleo de Práticas Jurídicas e das Clínicas-Escola na área de Saúde, locais em que os acadêmicos desenvolvem os estudos práticos.  Focada na excelência da integração entre ensino, pesquisa e extensão, a Uniderp oferece formação de qualidade e tem em seu DNA a preocupação de compartilhar o conhecimento com a sociedade também por meio de projetos e ações sociais. Em 2014, a Uniderp passou a integrar a Kroton. Para mais informações, acesse: www.uniderp.br.

 

Sobre a Kroton

A Kroton é uma companhia brasileira e uma das principais organizações educacionais do mundo, proporcionando ensino de qualidade durante todos os momentos da vida dos alunos, desde o ensino básico até a educação continuada. Com atuação inovadora, a Kroton é líder no desenvolvimento e aplicação de soluções educacionais. Em seus mais de 50 anos de tradição, já contribuiu para a transformar a vida de milhões de pessoas, e trabalha para continuar concretizando sonhos em todos os cantos do país.

 

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