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Inflação de maio na Capital fica em 0,21%

Autor: Cidiana Pellegrin - 06/06/2018

Habitação e Alimentação foram os principais responsáveis pelo indicador, segundo informações do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais da Uniderp

 

Marcado pela greve dos caminhoneiros, que prejudicou o abastecimento de alguns setores, o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) de maio, que representa a inflação da Capital, fechou o mês em 0,21%, de acordo com o Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Uniderp. O indicador recuou em relação a abril, quando ficou em 0,31%.

 

O resultado foi puxado pela alta dos grupos Habitação, que aumentou 0,57% e contribuiu 0,18% no cálculo do indicador; a Alimentação, que ficou 0,63% mais cara e colaborou com 0,13% na formação do índice; e Transportes, que fechou com 0,02% e teve contribuição quase nula para a formação do índice mensal. Os outros quatro grupos apresentaram deflações e ajudaram a segurar a inflação de maio. Foram eles: a Educação (- 0,39%); Despesas Pessoais (- 0,31%); Saúde (- 0,12%) e Vestuário (-0,44%).

 

“O mês de maio é, tradicionalmente, um período de inflações muito baixas, mas nesse ano o resultado pode estar ligado aos diversos aumentos do óleo diesel que provocaram impacto na cadeia, principalmente, do grupo Alimentação, devido ao uso intenso desse combustível na agricultura e no frete. Também há que destacar que a paralização dos caminhoneiros provocou redução no estoque e oferta de alguns produtos, como os hortifrútis adquiridos de outros estados”, contextualizou o coordenador do Nepes/Uniderp, Celso Correia de Souza.  O pesquisador ainda revela que parte dos levantamentos para o diagnóstico da inflação de Campo Grande ocorreram nas primeiras semanas de maio, ou seja, antes do manifesto dos motoristas realizado ao final do mês.

 

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a inflação passou para 0,92%. Nesse período destacam-se com altas inflações os grupos: Despesas Pessoais, com 3,24%; Habitação, com 2,40%; e Saúde, com 1,27%. Com deflação, aparece o grupo Transportes, com -1,89%.

 

No acumulado dos 12 meses, a taxa ficou em 2,08%, ainda bem abaixo da meta inflacionária de 4,5%, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Os grupos com as maiores inflações do período são: Habitação (5,70%), Transportes (5,64%), e Despesas Pessoais (5,02%). A Alimentação permanece com deflação (-4,59%).

 

Maiores e menores contribuições

 

Os 10 "vilões" da inflação, em maio:

 

•           Gás em botijão, com inflação de 4,06% e contribuição de 0,11%;

•           Óleo Diesel, com inflação de 2,43% e contribuição de 0,08%;

•           Contrafilé, com aumento de 9,91% e participação de 0,06%;

•           Gasolina, com inflação de 1,40% e participação de 0,06%;

•           Blusa, com variação de 4,21% e colaboração de 0,04%;

•           Energia elétrica, com acréscimo de 0,63% e contribuição de 0,04%;

•           Papel higiênico, com variação de 3,34% e colaboração de 0,03%;

•           Cebola, com acréscimo de 31,61% e contribuição de 0,03%;

•           Conta de telefone convencional, com reajuste de 1,33% e participação de 0,02%;

•           Queijo-de-Minas, com elevação de 6,94% e colaboração de 0,02%.

 

 

Já os 10 itens que auxiliaram a reter a inflação, com contribuições negativas foram:

 

•           Etanol, com deflação de - 5,75% e contribuição de - 0,15%;

•           Calça comprida feminina, com redução de - 4,85% e colaboração de - 0,06%;

•           Pescado fresco, com decréscimo de - 7,33% e contribuição de - 0,05%;

•           Mamão, com baixa de - 43,90% e colaboração de - 0,04%;

•           Cabeleireiro (corte e tintura), com queda de - 2,86% e participação de -0,04%;

•           Papelaria, com redução de - 4,08% e contribuição de - 0,03%;

•           Tomate, com decréscimo de - 14,26% e colaboração de - 0,03%;

•           Ovos, com queda de - 11,22% e participação de - 0,03%;

•          Pedicure e manicure, com diminuição de - 3,27% e participação de - 0,03%;

•           Xampu, com baixa de - 7,22% e contribuição de - 0,02%.

 

Segmentos

 

O grupo Habitação, que possui o maior peso de contribuição para o cálculo do índice mensal, apresentou inflação de 0,57%. Os principais aumentos registrados foram com vassoura (6,55%), gás de botijão (4,06%), álcool para limpeza (3,03%), entre outros. Quedas ocorreram com fósforos (-3,56%), pilha (-2,84%), saponáceo (-2,77%), entre outros itens do grupo.

 

Rompendo com o ritmo de queda dos meses anteriores, o grupo Alimentação registrou alta e fechou com índice de 0,63%. Os destaques de aumento foram:  limão (35,84%), cebola (31,61%), repolho (31,50%), entre outros. Reduções foram identificadas com mamão (-43,90%), pimentão (-27,60%), coco (-26,41%), entre outros.

 

Dos quinze cortes de carnes bovinas apurados pelo Nepes da Uniderp, 11 tiveram aumentos de preços. São eles: contrafilé (9,91%), fígado (8,94%), ponta de peito (8%), músculo (7,56%), paleta (6,65%), picanha (4,35%), vísceras de boi (4,22%), costela (3,99%), acém (1,51%), alcatra (0,73%) e lagarto (0,42%). Quedas de valores foram identificadas com filé mignon (-5,47%), coxão mole (-3,13%), patinho (-1,96%) e cupim (-1,85%). Quanto aos cortes de carne suína, tiveram elevação a costeleta (7,89%) e a bisteca (2%); já o pernil reduziu (-2,74%). O frango resfriado teve aumento 1,48% e os miúdos reduziram -2,17%.

 

O grupo Transportes apresentou uma pequena alta de 0,02%, tendo como destaques de aumento os preços da passagem de ônibus interestadual (2,72%), do óleo diesel (2,43%) e da gasolina (1,40%). A redução de valor do etanol (-5,75%) ajudou a segurar o resultado do índice.

 

A Educação fechou maio com índice de -0,39%, devido a quedas de preços em artigos de papelaria, de (-2,21%).

 

O grupo Despesas Pessoais seguiu o mesmo comportamento e ficou em - 0,31%. Entre os itens com elevação estão: papel higiênico (3,34%), produto para limpeza de pele (2,07%), hidratante (1,26%), entre outros. Reduções foram identificados com manicure e pedicure (-3,27%), absorvente higiênico (-3,10%), cabeleireiro (-2,86%), entre outros.

 

Deflação também foi registrada com o grupo Saúde, que encerrou o mês em -0,12%.  Alguns produtos com aumentos de preço no setor foram: analgésico e antitérmico (3,66%), radiografia (3,08%), material para curativo (0,65%), entre outros. Já as reduções atingiram o anti-inflamatório e antirreumático (-3,98%), anti-infeccioso e antibiótico (-0,72%) e vitamina e fortificante (-0,18%).

 

Vestuário foi outro grupo que ficou em baixa, com índice de -0,44%. Entre as elevações de preços de produtos estão: blusa (4,21%), lingerie (2,19%), short e bermuda masculina (0,93%), entre outros. Quedas ocorreram com calça comprida feminina (-4,85%), sapato masculino (-2,16%), tênis (-2,10%), entre outros com menores índices.

 

 

IPC/CG

O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo. O IPC busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. A Uniderp divulga mensalmente o IPC/CG via Nepes.

 

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