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Habitação, Vestuário e Saúde impactam inflação de fevereiro na Capital

Autor: Cidiana Pellegirn - 19/03/2018

Queda no grupo Alimentação ajudou a segurar o índice, segundo informações do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais da Uniderp

 

A inflação de fevereiro, em Campo Grande, fechou o mês em 0,34%, segundo o Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Uniderp. A taxa superou janeiro (0,25%) deste ano, mas ficou abaixo do índice registrado em fevereiro de 2017.
 

Os grupos que mais contribuíram para o resultado foram Habitação, com índice de 0,75% e participação para o índice mensal de 0,24%; Vestuário, com taxa de 1,92% e contribuição de 0,17%; e Saúde, com indicador de 1,49% e colaboração de 0,11%, entre outros com menores índices. Com deflações, ou seja, taxas que ajudaram a segurar a elevação do indicador mensal, estão os grupos Alimentação, com índice de -0,73% e contribuição de -0,15% e Transportes, com índice de -0,80% e participação de -0,12%.

 

"Mesmo com esse aumento no indicador de fevereiro comparado a janeiro, a inflação ainda permanece controlada, o que indica que as medidas econômicas tomadas pelas autoridades governamentais estão surtindo os efeitos esperados. Também há que se que considerar que, em 2017, o Brasil colheu uma supersafra de grãos, o que possibilitou a estabilização e até a baixa em alguns produtos do grupo Alimentação, favorecendo a queda da inflação. Outros motivos são o alto desemprego no país, os juros ainda elevados e o grande endividamento da população, reduzindo a demanda, inclusive, em produtos de alimentação", explica o coordenador do Nepes/Uniderp, Celso Correia de Souza.

 

No acumulado dos 12 meses, a taxa ficou em 2,49%, ainda bem abaixo da meta inflacionária de 4,5%, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Os grupos de maior destaque neste período foram: Habitação, com 6,10%; Vestuário, com 5,13%; Despesas Pessoais, com 4,70%; e Transportes, com 3,19%. Com deflações, estão Alimentação (-3,73%) e Educação (-2,38%). A inflação de 2018, ou seja, o acumulado dos dois primeiros meses do ano, é de 0,59%, a taxa mais baixa desde 2008, quando foi de 0,05%.

 

Maiores e menores contribuições

 

Os 10 "vilões" da inflação, em fevereiro:

 

•           Automóvel novo, com inflação de 5,58% e contribuição de 0,14%;

•           Gasolina, com inflação de 2,83% e contribuição de 0,11%;

•           Dentista - extração, com inflação de 8,50% e participação de 0,09%;

•           Calça comprida feminina, com variação de 7,59% e colaboração de 0,09%;

•           Pescado fresco, com acréscimo de 14,49% e contribuição de 0,09%;

•           Gás em botijão, com variação de 2,70% e colaboração de 0,08%;

•           Calça comprida masculina, com acréscimo de 6,81% e contribuição de 0,08%;

•           Taxa de água/esgoto, com reajuste de 1,36% e participação de 0,07%;

•           Tomate, com elevação de 23,38% e colaboração de 0,04%.

•           Cabeleireira (corte e tintura), com aumento de 2,41% e participação de 0,04%;

 

Já os 10 itens que auxiliaram a reter a inflação, com contribuições negativas foram:

 

•           Pneu novo, com deflação de -6,82 e contribuição de -0,23%;

•           Etanol, com redução de -4,35% e colaboração de -0,11%;

•           Sabão em pó, com diminuição de -6,20% e participação de -0,10%;

•           Alcatra, com decréscimo de -4,66% e contribuição de -0,06%;

•           Costela, com baixa de -5,55% e colaboração de -0,05%;

•           Patinho, com diminuição de -6,07% e participação de -0,04%;

•           Leite pasteurizado, com redução de -3,49% e contribuição de -0,04%;

•           Paleta, com decréscimo de -7,17% e colaboração de -0,04%;

•           Short e bermuda masculina, com queda de -5,80% e participação de -0,04%;

•           Bebidas não alcoólicas, com baixa de -3,36% e contribuição de -0,03%.

 

Segmentos

 

O grupo Habitação, que possui o maior peso de contribuição para o cálculo do índice mensal, apresentou alta de 0,75%. Entre os destaques de produtos com aumento de preços neste grupo estão: lustra móveis (6,83%), freezer (4,39%), carvão (3,77%), entre outros. Quedas de preços ocorreram com: esponja de aço (-8,84%), água sanitária (-7,25%), sabão em pó (-6,20%), entre outros.

 

O grupo Alimentação registrou deflação de -0,73%, resultado incomum para essa época do ano. De acordo com Celso, a queda no grupo para o mês foi constatada pela última vez em fevereiro de 2012, quando ficou em -0,66%. “Para os próximos meses de 2018 esse cenário pode mudar, pois, de acordo com os meteorologistas, o clima não estará tão favorável às lavouras e, por outro lado, o país, aos poucos, está retomando o crescimento econômico, com aumento no nível de emprego e da renda, consequentemente, a inflação pode não ficar tão comportada quanto como no ano de 2017. Mas, ainda assim, a estimativa é que fique abaixo da meta do CMN”, avalia.         
 

Os maiores aumentos de preços que ocorreram em produtos desse grupo foram com a cebola (28,03%), pepino (24,05%), tomate (22,38%), entre outros. Reduções de valor foram registradas com a couve-flor (-56,12%), limão (-51,11%), coco (-26,64%), entre outros.

 

Dos quinze cortes de carnes bovinas pesquisados pelo Nepes da Uniderp, sete tiveram aumentos de preços. São eles: filé mignon (7,91%), lagarto (4,61%), picanha (3,42%), contrafilé (3,17%), vísceras de boi (1,72%), peito (1,03%) e cupim (0,09%). Quedas de valores foram identificadas com coxão mole (-8,40%), paleta (7,17%), patinho (-6,07%), fígado (-6,02%), costela (-5,55%), músculo (-5,73%), alcatra (-4,66%) e acém (-3,45%).  Quanto aos cortes de carne suína, todas baixaram de preços: costeleta (-11,75%), pernil (-9,02%) e bisteca (-2,17%). Frango resfriado teve queda de -3,54% e os miúdos reduziram -0,15%.

 

O grupo Transportes apresentou deflação: -0,80%. Os principais aumentos ocorreram com automóvel novo (5,58%) e gasolina (2,83%) e quedas de preços ocorreram com pneu novo (-6,82%), etanol (-4,35%) e ônibus interestadual (-2,30%).

 

O grupo Educação fechou fevereiro com índice de 0,36%. Houve aumento nos preços de cursos de idiomas (4,71%) e queda nos valores de artigos de papelaria de -1,57%.

 

Alta também com o grupo Despesas Pessoais, que fechou em 0,65%. Os principais produtos/serviços que tiveram aumentos no segmento foram: xampu (3,94%), cabeleireiro - corte e tintura - (2,41%), protetor solar (2,12%), entre outros. Queda de preço ocorreu com produto para limpeza de pele (-2,50%).

 

O grupo Saúde seguiu o mesmo comportamento de elevação e ficou em 1,49%. Alguns produtos/serviços que tiveram aumentos de preços foram: dentista – extração (8,50%); analgésico e antitérmico (8,14%), exame de laboratório (2,94%), entre outros. Reduções de preços ocorreram com: vitamina e fortificante (-3,71%), psicotrópico e anorexígeno (-2,82%), radiografia (-1,22%), entre outros.

 

Completando o estudo, Vestuário encerrou fevereiro com alta de 1,92%, motivado por aumentos com sapato feminino (8,22%), calça comprida feminina (7,59%), calça comprida masculina (6,81%), entre outros. Deflações foram identificadas com short e bermuda masculina (-5,80%), blusa (-3,47%), sandália/chinelo feminino (-2,24%), entre outros produtos com menores quedas de preços.

 

IPC/CG

O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo. O IPC busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. A Uniderp divulga mensalmente o IPC/CG via Nepes.

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