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Florada dos ipês começa e professores comentam características da planta

Autor: Cidiana Pellegrin - 27/06/2017

É durante a estação mais fria do ano que Campo Grande ganha um colorido especial da natureza. A floração dos ipês roxo, rosa, amarelo e branco pode ser conferida em um passeio por diversas regiões da cidade até meados de setembro. Em alguns bairros, as flores começam a ornamentar os canteiros, como na esquina das ruas Antônio Theodorovick e Hélio Pereira Coelho, no Carandá Bosque, ou na avenida Rio Grande do Sul.
 

Diferente de muitas plantas que desabrocham na primavera, o ipê precisa de tempo seco para florescer, explica a professora do curso de Agronomia da Uniderp, Eloty Schleder. “A duração das flores é variável, pois cada espécie tem características genéticas diferentes. Em 2017, por exemplo, a chuva permaneceu até maio, o que pode ter impactado nas árvores que florescem na época”, completa. Algumas espécies de ipê rosa já enfeitam as vias. Em seguida, a cidade será tomada pela florada do roxo e amarelo. Por último aparece a florada branca, que tem o ciclo mais curto.
 

Apesar de ser nomeada pela coloração de suas flores, esta árvore possui uma família numerosa com mais de 100 tipos espalhados pelas Américas, em biomas como a Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Amazônia e Pantanal. Na capital, as espécies mais comuns são: Tabebuia aurea, T. heptaphylla, T. roseo-alba, T. pentaphylla, T. impetiginosa e T. chrysotricha, segundo o biólogo do doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Uniderp, Ademir Kleber Morbeck de Oliveira.

Antes das flores aparecerem, algumas espécies perdem toda a folhagem, uma estratégia para facilitar a dispersão das sementes. Quando a florada termina, é hora dos frutos, que parecem vagens guardando sementes. “É comum a população aproveitar quando os frutos abrem, dispersando as sementes, para coletar as sementes e plantar; mas é preciso conferir se a espécie é adequada para o local escolhido, pois algumas crescem demais e podem gerar transtornos, como atingir a fiação”, alertou o pesquisador Ademir, que estuda plantas nativas.

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